RIO DE JANEIRO - HOSPITAL HEMORIO - RUA FREI CANECA Nº 8 - CENTRO - TEL.: (0XX) 21- 22402494
SÃO PAULO - HEMOCENTRO DA SANTA CASA - RUA MARQUES DE ITU Nº 579 - Sta CECILIA - TEL.: (0XX) 11- 32267258
RECIFE - CENTRAL DE TRANSPLANTE - TEL.: (0XX) 81- 22313939
E-mails ( Favor não usar para spam)
felipetambasco@hotmail.com
OBRIGADO
Rio de Janeiro, 06 de abril de 2002.
Para: ???????????
Assunto: DÚVIDAS, ENGANOS, DIAGNÓSTICOS INCORRETOS? E MORTE.
..............................................................................................................................................sentimos
que a maior culpa é nossa, porque infelizmente acreditamos neste sistema
chamado “Brasil” e nos deixamos levar. E o pior de tudo isso, são as
dúvidas que rondam nossos corações dia e noite.
Felipe Rodrigues Tambasco, no ano de 1998 foi diagnosticado com a doença de LLA.
No decorrer do ano de 2000 apresentou a 1ª recaída, quando o seu tratamento foi transferido para o Hospital ............................................
Nessa época tomamos
conhecimento de que na Itália existe um tratamento experimental chamado de
APLOIDENTICO, o qual consiste em que um dos pais seja doador da própria medula.
De imediato, ..............
O Hospital de Padova através
de e-mail veio questionar porque 2 (dois) Centros estavam fazendo as mesmas
buscas de doadores para uma mesma criança ..............
No dia 25 de abril nos informaram que o doador italiano era compatível com o Felipe, me lembro deste dia como se fosse hoje, toda a nossa família, inclusive o Felipe, nos ajoelhamos choramos e agradecemos a DEUS por tal presente e, novamente o Médico responsável pelo Felipe garantiu em fazer o transplante no INCA (Brasil).
Aproximadamente no mês de junho/2001, o Felipe foi cadastrado no INCA e, em seguida efetuou alguns exames e consultas, inclusive foi providenciados o CPF e crachá de ingresso no INCA (temos documento comprovando). Durante este mês o menino passou por todas as entrevistas, Psicologia, Nutrição hemato, Entrevista com as enfermeiras do CEMO, além de tudo isso sofreu toda a expectativa do transplante (temos documento comprovando).
A esperança concreta do transplante com DOADOR, pois já estávamos cumprindo todos os procedimentos para internação no INCA, refletiu na nossa FAMÍLIA, inclusive trocamos os móveis de quarto do FELIPE e outras partes do apartamento, de forma afastar as partes que provocam infecção pós-transplante, tais como: Poeira, fungos e etc...Vindo a criar uma grande expectativa no FELIPE, dando esperança na CURA.
No dia 20 de julho o Médico responsável ligou e
informou que após um novo exame que segundo ele ainda nos disse: Não me pergunte porque fiz tal exame, deu
uma diferença e que deveríamos................................
O cordão até poderia ser usado, mas seria um ponto de interrogação, ou poderia ser usado em criança terminal.
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Perguntamos sobre a possibilidade de irmos para a Itália no sentido de fazer o transplante APLOIDENTICO. O Médico responsável informou que entre o transplante aploidentico e o cordão, este último é menos arriscado.
Na espera deste transplante o Felipe não fez a Reindução (deveria ser feito +/- em setembro).
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Infelizmente no final do ano de 2001, Felipe apresentou outra recaída. Voltamos a procurar o Médico responsável para saber se poderia usar o CORDÃO e, para nossa infelicidade o Médico falou que NÃO PODIA. COMO ?????
Somente agora quando o problema apareceu disse que deveríamos ir para a Itália, caso não encontrasse outro cordão, assim que o Felipe tivesse nova remissão.
Depositamos todas as nossas esperanças no REDOME, ou melhor, dizendo nestas BUSCAS e, ...................
Ficamos totalmente arrependidos, mas não nos restava outra alternativa senão aguardar o resultado da quimioterapia, para então seguir para o transplante, pondo um basta nos desencontros de ter ou não um doador informado pelo REDOME e por seus responsáveis.
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Aproximadamente no dia 15/01/2002, após a QT, o Felipe veio apresentar um quadro febril, bem como manchas vermelhas pelo corpo, o que nos levou a suspeitar de imediato de DENGUE, já que nessa época a cidade do RJ passou a registrar essa epidemia e, no próprio Hospital atendia a vários casos........
No dia 18 foi encaminhado para a UTI, já que além daqueles sintomas, também passou a reclamar de dores no corpo, permanecendo até o dia 25.
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No dia 26 fez um mielograma e, segunda a sua Médica apresentou apenas 5% de células blásticas, (permanecendo dentro do que é tolerado, segundo a própria médica).
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No dia 30 a Patologia do Hospital detectou um crescimento de um fungo no Lícor.
De imediato começaram com outro antifúngico...............
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No dia 31 o Felipe foi entubado, de forma preventiva.
Foi programado o dia 02 de fevereiro para desmamar, mas, por conta do aparecimento de água no pulmão acharam melhor aguardar.
No dia 04 à noite, o respirador apresentou problema, ficando a sua troca pela parte da manhã do dia seguinte, na presença do anestesista.
No dia 05, plantão da
......................, não foi realizado conforme programado, deixando para
parte da tarde, quando deu um problema no tubo e quase resultou uma PARADA CARDÍACA.
No nosso entender, tal fato poderiam ter evitado.
A única coisa que podemos
acrescentar é que depois deste fato o Felipe não se mexeu mais, antes ele se
mexia a tal ponto das enfermeiras terem que amarrar suas mãos, ele ficou
paralisado.
Não sabemos se neste
momento já apresentou uma MORTE CEREBRAL??????????
Nesse mesmo dia foi realizado outro mielograma com anestesia e, a partir desse dia o Felipe apresentou uma febre alta e como disse anteriormente, antes ele se mexia, mesmo dopado após isso ficou completamente imóvel.
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Infelizmente na noite desse do dia 06/02/2002, após as 18:00 horas quando tomava o antifúngico como programado, a pressão do Felipe começou a cair, bem como o seu batimento, resultando no seu FALECIMENTO.
PERGUNTAMOS:
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Não estamos conseguindo dormir, pois achamos que apesar de todos os riscos do transplante, não foi dado ao menos à chance do Felipe tentar, porque se dizer que é um procedimento arriscado todos nós já sabíamos disto, mas se da certo para uns porque não permitir tal chance a uma criança especial como o nosso filho, qual a diferença dele para os outros? Não dormimos porque achamos que existiram vários erros, queremos saber porque tudo deu errado. Além de tudo isso, tanta confusão no momento do diagnóstico final: É a doença; Ë uma infecção; É necrose da medula; Não! É a doença junto com infecção; Até isso nós escutamos “JÁ SABEM DA BOA NOTÍCIA? NÃO É A DOENÇA”; E depois dele morto, alegaram que FOI A DOENÇA!
Em anexo
encaminhamos, xerox de páginas
do livro Sem Anestesia, relato de um médico que perdeu seu filho por erro médico
de UTI. e se ele se sentiu assim, incapaz, perdido, imagina a gente, aonde
nós erramos, ou, aonde nós deixamos que errassem com o nosso menino.
Afinal tudo isso importa a quem? importa à gente, pois
aquele sorriso, aquele abraço, a voz e etc de tudo isso só nos sobrou fotos,
filmes e mesmo assim temos que ouvir as pessoas dizendo que foi a vontade de
DEUS, não creio que DEUS tenha nada a ver com isto, DEUS nos dá tudo, nós é
que não sabemos “às vezes” aproveitar OS MOMENTOS CERTOS, AS OPORTUNIDADES
CERTAS. Aí é fácil dizer FOI A VONTADE DE DEUS. Talvez DEUS tenha me dado
este presente quando tive a oportunidade de transplantar o Felipe na Itália, não
que os médicos e nem os hospitais de lá sejam melhores do que os daqui. É que
lá tinha a
oportunidade, difícil? Perigosa? Arriscada? Seja qual for o adjetivo que
queiram dar a este procedimento, ainda assim ele teria tido uma chance uma nova
oportunidade de vencer esta terrível doença.
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PAIS do Felipe Rodrigues Tambasco
http://ftambasco.vila.bol.com.br
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http://www.anvisa.gov.br/divulga/noticias/2002/180602.htm |
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Brasília, 18 de
junho de 2002 - 15h20 Está suspensa a venda
de oito medicamentos para tratamento de câncer da empresa Pharmacia
Brasil Ltda, localizada na capital paulista. Os produtos não podem mais
ser vendidos ou utilizados desde a publicação da Resolução - RE nº
1023 de 13 de junho de 2002 da Anvisa.
1)Aracytin CS -
1g/10ml - lote nº R908E |